Edição 26

Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo - 2ª Região

5º Colegiado

Diretoria

  • Presidente
  • Irene Queiroz Marchesan
  • Vice-presidente
  • Ana Maria Maaz Acosta Alvarez
  • Diretor-Secretário
  • Jaime Luiz Zorzi
  • Diretora-Tesoureira
  • Mari Ivone Lanfredi Misorelli
  • Conselheiros
  • Adriana Dutra Drigo
  • Adriana Tessitore
  • Ana Maria Maaz Acosta Alvarez
  • Aparecida de Fátima Liberato Caetano
  • Déborah Basile Rolim
  • Esther Mandlebaum Gonçalves Bianchini
  • Heline Machado Rodrigues Valente
  • Irene Queiroz Marchesan
  • Isabel Gonçalves
  • Jaime Luiz Zorzi
  • Marcia Regina Gama
  • Mari Ivone Lanfredi Misorelli
  • Maria Aparecida do Nascimento
  • Maria Emília Penhabel da Silva Camargo
  • Maria Inês Beltrat Comacchioni Rehder
  • Maria Thereza Mendonça Carneiro de Rezende
  • Mônica Villaça Sevestre
  • Olga Kashina Rebello da Silva
  • Renata Rangel Azevedo
  • Silvia Maria Rebelo Pinho
  • Delegada Regional da Baixada Santista
  • Ana Paula Machado Goiano Mac Kay
  • Delegada Regional de Marília
  • Célia Maria Giacheti
  • Delegada Regional de Ribeirão Preto
  • Marília Montoro Cardoso dos Santos

Órgão Oficial de Comunicação do Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo - 2ª Região.

  • Comissão de Divulgação
  • Márcia Regina Gama
  • Adriana Tessitore
  • Maria Emília Penhabel da Silva Camargo
  • Redatora/Editora e Assessora de Imprensa:
  • Lourdes Augusto - Mtb. 14.650
  • Fotografia: Osmar Bustos
  • Ilustração: Vicente Mendonça
  • Anúncios: Fábio L. Almeida Neves
  • Diagramação/Editoração Eletrônica e Fotolito: Dmag
  • Impressão: Prol Editora Ltda
  • Tiragem: 8.000 exemplares
  • Periodicidade: Bimestral
  • Redação: Rua Dona Germaine Burchard, 331
  • CEP 05002-061 - São Paulo
  • Fone/Fax: (011) 3873-3788

As opiniões emitidas em matérias assinadas, bem como os anúncios, são de inteira responsabilidade de seus autores. Os textos aqui impressos poderão ser reproduzidos, desde que mencionada a fonte.

Editorial

Nós nos formamos e, de preferência, no dia seguinte, queremos estar trabalhando. Para tanto, pensamos em montar nossa primeira clínica particular.

Por que? A graduação nos dá este tipo de formação mas, acima de tudo, porque não há opções suficientes de emprego.

Passam-se os primeiros meses e, de tão ocupados em mobiliar o consultório nem percebemos que não temos pacientes. Já um tanto preocupados, telefona o primeiro paciente. Felicidade sem tamanho. Mas, a alegria dura pouco. Não era um paciente particular, mas sim, uma pessoa querendo saber se atendíamos determinado convênio. Como não éramos credenciados, mesmo fazendo um precinho abaixo de qualquer tabela aceitável, o paciente em potencial vai embora seguindo sua busca, procurando por quem possa atendê-lo via convênio.

Após alguns meses, aquele sonho da clínica particular torna-se um pesadelo e, sem outra alternativa, tem início a busca de convênios.

Todavia, embora seja uma alternativa de trabalho, a dura realidade dos convênios nos dias de hoje não é favorável. Dificuldades de credenciamento, preços baixos por terapia, longos prazos para receber, procedimentos não inclusos nas tabelas, e assim por diante. Por que isso acontece? Podemos antever a sua resposta. O problema é do Conselho que não cuida de seus filiados ou do Sindicato, que é inoperante. Como sempre, a culpa tende a recair sempre sobre suas entidades de classe. No entanto, se algo vai bem na profissão, não pensamos que tais conquistas estejam ocorrendo porque nesses órgãos de classe existem pessoas que, como você, tentaram, de alguma modo, resolver os problemas profissionais de forma conjunta.

Agora, vamos ver o que tem acontecido com os convênios. Existem situações nas quais o fonoaudiólogo solicita que o paciente assine um número maior de guias, que ultrapassa o número de terapias que foram efetivamente realizadas. Há casos de profissionais que continuam enviando as guias mesmo depois da alta. Temos, ainda, referência à falsificação da assinatura dos pacientes e mais, pacientes colocados em atendimento de grupo quando o contrato prevê atendimento individual. Além disso, o tempo de terapia, estabelecido em contrato, não é cumprido. Infelizmente, quando há "desespero" e insegurança, podemos estar optando por caminhos nem sempre corretos, que acabam por prejudicar todas as partes: o paciente e o próprio profissional.

Evidentemente, você está pensando que eu estou escrevendo a favor dos convênios. Na verdade, estou ciente de toda a situação que ocorre com nossa categoria nos convênios. Também sabemos que muitos fonoaudiólogos estão perdendo o pouco que têm quando assinam contratos com condições muito desfavoráveis e, para compensá-las desrespeitam as regras do jogo. A categoria como um todo está perdendo, e duplamente. Primeiro, por aceitar a imposição de condições desvantajosas que diminuem nosso valor profissional e, em segundo lugar, por tentar, muitas vezes, querer contorná-las violando as condições do contrato. Novamente, temos a desvalorização da classe profissional, que acaba passando por não confiável.

O que podemos fazer? Primeiramente, vamos abrir uma ampla discussão, com você, sobre o assunto. Queremos ouvir sua história: Quais são os bons convênios e quais são aqueles que desrespeitam nossa categoria? Queremos também saber quais são os maus profissionais que violam os contratos que eles próprios assinaram, colocando em risco toda uma negociação e a moral da categoria.

Queremos aumento de preços por cada procedimento? Queremos ser mais respeitados, e que nos tratem corretamente? Então vamos brigar juntos, de forma franca e honesta, sem burlar as regras. Se elas não são boas, vamos tentar mudá-las. Em conjunto, poderemos, com certeza, melhorar o que está acontecendo. Isoladamente, nossa força é pequena.

É importante saber que o Conselho luta por normas gerais para toda uma categoria, procura melhores condições para um grupo e não para uma pessoa. O Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo abre um espaço para, em conjunto com o Sindicato e com o Conselho Federal, discutir essas questões e procurar saídas para o problema, que não é pequeno. Mas, tenham a certeza de que entidades não resolvem nada sem o apoio da categoria. Portanto, escrevam. Não vamos denunciá-lo junto aos convênios. Se preferir, mande uma carta anônima. O que queremos é conhecer mais de perto a realidade para podermos falar, com mais certeza, do que está ocorrendo na realidade. Apontem aquilo que é desfavorável, assim como os pontos positivos dos contratos. Dessa forma, poderemos dar parâmetros para que determinados convênios adotem novos critérios.

Contamos com você.

  • Irene Queiroz Marchesan
  • Presidente do CRFa 2ª Região
Edição 26

 

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