Edição 25

Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo - 2ª Região

5º Colegiado

Diretoria

  • Presidente
  • Irene Queiroz Marchesan
  • Vice-presidente
  • Ana Maria Maaz Acosta Alvarez
  • Diretor-Secretário
  • Jaime Luiz Zorzi
  • Diretora-Tesoureira
  • Mari Ivone Lanfredi Misorelli
  • Conselheiros
  • Adriana Dutra Drigo
  • Adriana Tessitore
  • Ana Maria Maaz Acosta Alvarez
  • Aparecida de Fátima Liberato Caetano
  • Déborah Basile Rolim
  • Esther Mandlebaum Gonçalves Bianchini
  • Heline Machado Rodrigues Valente
  • Irene Queiroz Marchesan
  • Isabel Gonçalves
  • Jaime Luiz Zorzi
  • Marcia Regina Gama
  • Mari Ivone Lanfredi Misorelli
  • Maria Aparecida do Nascimento
  • Maria Emília Penhabel da Silva Camargo
  • Maria Inês Beltrat Comacchioni Rehder
  • Maria Thereza Mendonça Carneiro de Rezende
  • Mônica Villaça Sevestre
  • Olga Kashina Rebello da Silva
  • Renata Rangel Azevedo
  • Silvia Maria Rebelo Pinho
  • Delegada Regional da Baixada Santista
  • Ana Paula Machado Goiano Mac Kay
  • Delegada Regional de Marília
  • Célia Maria Giacheti
  • Delegada Regional de Ribeirão Preto
  • Marília Montoro Cardoso dos Santos

Órgão Oficial de Comunicação do Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo - 2ª Região.

  • Comissão de Divulgação
  • Márcia Regina Gama
  • Adriana Tessitore
  • Maria Emília Penhabel da Silva Camargo
  • Redatora/Editora e Assessora de Imprensa:
  • Lourdes Augusto - Mtb. 14.650
  • Fotografia: Osmar Bustos
  • Ilustração: Vicente Mendonça
  • Anúncios: Fábio L. Almeida Neves
  • Diagramação/Editoração Eletrônica e Fotolito: Dmag
  • Impressão: Prol Editora Ltda
  • Tiragem: 8.000 exemplares
  • Periodicidade: Bimestral
  • Redação: Rua Dona Germaine Burchard, 331
  • CEP 05002-061 - São Paulo
  • Fone/Fax: (011) 3873-3788

As opiniões emitidas em matérias assinadas, bem como os anúncios, são de inteira responsabilidade de seus autores. Os textos aqui impressos poderão ser reproduzidos, desde que mencionada a fonte.

Editorial

Como obter sucesso na profissão

O que leva um profissional ao sucesso em sua carreira

Às vezes ouço perguntas com o seguinte teor: "Por que será que meu colega, formado na mesma turma, tem tantos pacientes? Como ele faz para ser conhecido, receber tantos encaminhamentos?" Por outro lado, as respostas que ouço para estas perguntas são bem interessantes: "Isto é uma questão de sorte.", "Com pai influente e rico, até eu.", "O marido que garante." e assim por diante.

Proponho que, neste momento, possamos parar e olhar o "sucesso" por um outro prisma. Vamos fazer uma caricatura com a finalidade de acentuar alguns aspectos importantes de nossa vida profissional. Imaginem, por exemplo, uma situação na qual resolvemos ir a um dentista que nos foi recomendado. Telefonamos para marcar hora e, ao perguntarmos o preço da consulta a secretária, meio sem graça, se desculpa e diz que não pode informar, mas que o dentista conversará sobre o assunto no dia do exame. Começamos a imaginar que existe alguma coisa estranha: a consulta é muito cara ou o dentista vai cobrar de acordo com a aparência do paciente. No entanto, como temos boas referências sobre o profissional, vamos em frente.

Ao chegarmos no consultório encontramos uma sala de espera nitidamente mobiliada com móveis reaproveitados. Mas não é este o problema: nada combina com nada. O sofá tem um pequeno furo, a mesa da secretária, além de não combinar com a cadeira, está descascada. Começamos a duvidar: será que o dentista é realmente bom? A porta se abre e nova surpresa: alguém com barba por fazer, sem avental, com roupa desalinhada, convida-nos para entrarmos em sua sala. Tudo nela parece improvisado. Notando nossa surpresa, o profissional procura se desculpar a respeito dos móveis e da decoração em geral. Para completar, passa ao exame sem mesmo ter lavado as mãos. Ao sairmos do consultório a única certeza que temos é a de que lá não mais voltaremos. A falta de profissionalismo estava em cada detalhe: no consultório, na secretária que estava lendo uma revista qualquer e nas atitudes do próprio dentista.

Embora tenhamos, de forma proposital, exagerado um pouco em alguns aspectos, este pode ser o caso daquele profissional que sempre reclama que a vida não sorriu para ele, que não entende porque seus colegas desfrutam de uma melhor situação, que sente-se, até mesmo injustiçado pela vida.

Vamos conhecê-lo um pouco mais de perto. Ele afirma que a falta de tempo impede-o de acompanhar os acontecimentos ligados à sua profissão; que os fatos divulgados pelo seu Conselho não lhe interessam; que assinar revistas especializadas é muito dispendioso; que não há necessidade de atualização profissional porque nada se aprende em cursos ou congressos e assim por diante. Temas como tecnologia e globalização parecem muito distantes, como se fossem palavras de uma outra língua.

Pergunto: Será que o sucesso é um caso de sorte ou de investimento na profissão?

Pense no investimento que você tem feito em seu consultório. Calcule quanto você tem empregado para adquirir livros, revistas ou novos materiais. Quanto você tem buscado de novos conhecimentos no sentido de uma atualização? De quantos congressos, simpósios ou encontros de Fonoaudiologia você tem participado?

Você que está lendo este editorial deve ser, provavelmente, um profissional em alerta e atualizado. Você pode até mesmo se considerar diferenciado uma vez que muitos, raramente, abrem o jornal da própria categoria. Nada vem por caso.

Não é porque fizemos uma faculdade, por melhor que tenha sido, que seremos, automaticamente, profissionais reconhecidos no mercado. Investimentos de diversas ordens podem ser necessários para que possamos colher os frutos de uma atividade profissional. Poucos podem dizer que nasceram com sorte. A maioria precisa construí-la.

De nossa parte, estamos procurando melhorar nossa profissão e nossas condições de trabalho. Isto só será possível com a participação de vocês. Esta edição contém uma série de informações importantes que têm este objetivo. Leiam, nas páginas centrais, o que a fonoaudióloga Isabel Guimarães, de Portugal, nos conta sobre a Fonoaudiologia na Europa. Vejam como a especialização profissional está em alta neste continente, assim como no Canadá. Leiam com atenção o artigo de Lourival Kiçula, um alto executivo, falando sobre a globalização. Aproveitem a ocasião e perguntem-se: e nós aqui no Brasil? Estamos integrados às tendências mundiais? Fazemos parte de uma profissão, sabendo o que acontece com ela, ou estamos ilhados em nosso próprio "paraíso"(consultório), achando que nos bastamos?

Cada um de nós, a partir de nossos esforços, construímos nosso destino e determinamos a nossa "sorte". A Fonoaudiologia crescerá como profissão quando, individualmente, crescermos como profissionais. Reciprocamente, cresceremos como profissionais quando a Fonoaudiologia crescer como profissão. Uma coisa não existe sem a outra. Portanto, participe, integre-se. O mundo é mais do que o nosso mundo. Não acredite que a sorte é somente dos outros, e não sua. Invista em você mesmo para que a sua profissão possa progredir.

  • Irene Queiroz Marchesan
  • Presidente do CRFa 2ªRegião
Edição 25

 

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