Edição 24

  • Expediente
  • Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo - 2ª Região

5º Colegiado

Diretoria

    Presidente

  • Irene Queiroz Marchesan
  • Vice-presidente
  • Ana Maria Maaz Acosta Alvarez
  • Diretor-Secretário
  • Jaime Luiz Zorzi
  • Diretora-Tesoureira
  • Mari Ivone Lanfredi Misorelli
  • Conselheiros
  • Adriana Dutra Drigo
  • Adriana Tessitore
  • Ana Maria Maaz Acosta Alvarez
  • Aparecida de Fátima Liberato Caetano
  • Déborah Basile Rolim
  • Esther Mandlebaum Gonçalves Bianchini
  • Heline Machado Rodrigues Valente
  • Irene Queiroz Marchesan
  • Isabel Gonçalves
  • Jaime Luiz Zorzi
  • Marcia Regina Gama
  • Mari Ivone Lanfredi Misorelli
  • Maria Aparecida do Nascimento
  • Maria Emília Penhabel da Silva Camargo
  • Maria Inês Beltrat Comacchioni Rehder
  • Maria Thereza Mendonça Carneiro de Rezende
  • Mônica Villaça Sevestre
  • Olga Kashina Rebello da Silva
  • Renata Rangel Azevedo
  • Silvia Maria Rebelo Pinho
    • Delegada Regional da Baixada Santista
    • Ana Paula Machado Goiano Mac Kay
    • Delegada Regional de Marília
    • Célia Maria Giacheti
    • Delegada Regional de Ribeirão Preto
    • Marília Montoro Cardoso dos Santos
    • Órgão Oficial de Comunicação do Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo - 2ª Região.
    • Comissão de Divulgação
    • Márcia Regina Gama
    • Adriana Tessitore
    • Maria Emília Penhabel da Silva Camargo
    • Redatora/Editora e Assessora de Imprensa:
    • Lourdes Augusto - Mtb. 14.650

    Fotografia: Osmar Bustos

    Ilustração: Vicente Mendonça

    Anúncios: Fábio L. Almeida Neves

    Diagramação/Editoração Eletrônica e Fotolito: Dmag

    Impressão: Prol Editora Ltda

    Tiragem: 7.000 exemplares

    Periodicidade: Bimestral

    • Redação: Rua Dona Germaine Burchard, 331
    • CEP 05002-061 - São Paulo
    • Fone/Fax: (011) 3873-3788

    As opiniões emitidas em matérias assinadas, bem como os anúncios, são de inteira responsabilidade de seus autores. Os textos aqui impressos poderão ser reproduzidos, desde que mencionada a fonte.

    Editorial

    Participar - um direito de todos

    Iniciarei meu segundo editorial agradecendo a você, fonoaudiólogo como eu, que sensível ao nosso pedido já enviou sua colaboração. Em breve, provavelmente já poderemos estar enviando a você o primeiro caderno com muitas informações. Este caderno conterá seu nome, sua especialidade, seu endereço para que outros colegas possam encaminhar, para você, pacientes que sejam de seu bairro ou mesmo apenas te encontrar para trocar idéias.

    Também esperamos colocar os nomes e endereços das escolas para atendimento de crianças especiais que, você mesmo, colaborando com todos nós, e principalmente com os pacientes, nos enviou. Continuamos aguardando suas idéias a respeito de outras informações que você julgue serem importantes para constar deste informativo. Quem ainda não enviou o nome com seus dados, deve se lembrar que só poderão aparecer neste informativo os nomes que nos forem enviados por você mesmo. Sua autorização é fundamental.

    Nossa novidade neste jornal são as entrevistas com nossos colegas que fazem algo diferente na profissão, ou que trabalham distante, sozinhos em pequenas cidades com poucos recursos, mas que mesmo assim fazem a Fonoaudiologia acontecer. Leiam o que a Paula Nunes tem a dizer sobre o excelente trabalho que tem feito com pacientes vítimas de queimaduras. Descubram o que se pode nesta área e invistam em seus locais de atendimento para que outros pacientes possam se beneficiar deste trabalho. Leiam ainda o que Maria Angela Mossini fez em Cândido Mota. As vezes pensamos que, por estarmos sós em lugares sem recursos, tudo fica mais difícil mas, se investirmos com persistência, com certeza acabamos por colher os frutos do trabalho fonoaudiológico que é, a cada dia que passa, mais respeitado por todos. Queremos em cada número deste jornal, que é de todos nós, publicar seu trabalho. Queremos divulgar esta Fonoaudiologia que não é conhecida de todos, e que precisa do apoio do Conselho para ser divulgada. Você quer mostrar para todos o que faz de diferente? Você quer mostrar como valeu a pena lutar? Quer nos contar como conseguiu introduzir a Fonoaudiologia neste ou naquele serviço? Ligue para nós, e nossa jornalista terá imenso prazer em entrevistá-lo para colocar em evidência seu trabalho e seus esforços para uma Fonoaudiologia de qualidade. Todos nós queremos e precisamos conhecer o que, apesar de não ser ensinado nas Universidades, é feito pelos profissionais. Sabemos que muitos fonoaudiólogos criaram um novo mercado de trabalho, ou ampliaram velhos mercado criando, dentro deles, novas opções. Escreva ou nos ligue, mas não deixe de procurar sua casa, o seu Conselho.

    Aliás, por falar nisto, ainda nesta linha de conhecer mais nossa profissão, procuramos saber como é que vai indo a Fonoaudiologia no resto do mundo. Começamos neste número entrevistando colegas nossos que estão morando no exterior, e também profissionais estrangeiros, para sabermos o que se faz após a graduação. Sabemos que o mundo não tem mais fronteiras e, desta forma, precisamos, a cada dia que passa, estudar mais e mais. A educação continuada é uma realidade e, mais que isto, uma necessidade. O interessante é que isto não está ocorrendo só com a Fonoaudiologia mas com todas as profissões. Se não estivermos bem preparados, com certeza, seremos excluídos do mercado de trabalho. Entendemos que os Conselhos de Classe, além de cumprirem sua função básica de orientação e fiscalização, podem e devem, conhecer mais sobre o mercado de trabalho real do próprio país e dos outros países. Desta forma poderão ajudar as instituições de ensino superior na escolha dos currículos básicos que ao saberem de antemão o que acontece no mercado de trabalho e qual a sua necessidade, podem se preparar melhor para formar seus futuros profissionais.

    Leiam, portanto, com muita atenção, como outros países lidam com o ensino após o término da graduação. Observem como é importante que o profissional se mantenha durante toda a vida em contato com novos conhecimentos melhorando sua performance, seja no atendimento clínico, seja como professor.

    A tecnologia fez a Fonoaudiologia se desenvolver muito rapidamente. Algumas áreas foram mais rapidamente alçadas para um novo patamar. Outras caminham mais lentamente mas não fugirão à regra. E, todos, sem exceção, devem, obrigatoriamente, acompanhar as mudanças tecnológicas e a avalanche de novos conhecimentos evitando, desta maneira, a saída do mercado, que se torna a cada dia que passa mais exigente. Não devemos ver nisto uma ameaça, mas sim um grande prazer de estarmos dia-a-dia, aumentando nosso conhecimento, propiciando desta forma um melhor atendimento, seja em que área for, aos nossos pacientes. Continuo contando com você. Leia seu jornal, opine e participe.

    • Irene Queiroz Marchesan
    • Presidente do CRFa 2ª Região

    Âmbito

    • Fonoaudióloga atua com pacientes de queimados

      A atuação do fonoaudiólogo não se restringe às áreas convencionais da profissão. Seu campo cresce cada vez mais e muitas vezes não temos conhecimento do que está surgindo.

      Pensando desta forma, o Jornal do CRFa 2ª Região estará retomando as matérias sobre novas áreas de atuação para os profissionais da Fonoaudiologia.

      Quem imaginaria que o fono poderia atuar com pacientes queimados? Hoje isso é uma realidade. Existem fonoaudiólogas que desenvolvem atividades de atendimento fonoterápico em ambulatório com pacientes queimados de Cabeça e Pescoço.

      É o caso de nossa colega Paula Nunes Toledo, que trabalha no Serviço de Queimados do Hospital Municipal do Tatuapé. O hospital é referência na área de Queimados na América Latina.

      • Ivan Bertanha apóia
      • trabalho da Fonoaudióloga

      Paula vem atuando com os pacientes da unidade, desde 96, desenvolvendo trabalho em equipe multiprofissional (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, (assistentes sociais). A Fonoaudiologia nessa área se preocupa com a forma e a função, através da deglutição, motricidade oral, alimentação mista (líqüida e pastosa).

      • Paula Atende paciente
      • com queimadura

      Segundo Paula, os pacientes apresentam dificuldade de abertura da boca e na mastigação dos alimentos. É nesse momento que o fonoaudiólogo atua com massagens, vibradores e exercícios na área de cabeça e pescoço.

      Para a fonoaudióloga Paula, normalmente esses pacientes apresentam uma retração corporal e deixam de movimentar a boca externamente e não internamente.

      A terapia dispensada por Paula dura em média 10 minutos com cada paciente. São seis horas de trabalho, nas quais Paula atende de 15 a 20 pacientes por dia. No momento Paula conta somente com o apoio de estagiárias do último ano de faculdade. "Nossa intenção é melhorar a qualidade de vida externa desse paciente", explica. Paula declara que estuda cicatrização há dois anos e que sua atenção está voltada para efetivar um trabalho fonoterápico, montar a avaliação e o protocolo.

      "O uso da malha de compressão em pacientes com queimaduras tem a função de comprimir o tecido para propiciar uma cicatrização mais adequada. No entanto, essa malha pode causar uma alteração no crescimento mandibular em crianças, o apinhamento dentário (encavalamento de dentes) em adultos e a diminuição do espaço inter dental ou pressão nos alvéolos dentários. É nesse momento que a fonoaudiologia atua", explica Paula.

      O trabalho de Paula já começa a ser reconhecido. Recentemente esteve ministrando palestra sobre retração máxilo-mandibular decorrentes do uso de malhas em pacientes queimados, durante Encontro Internacional de Estética e Ortodontia.

      Paula também estará apresentando palestra sobre seu atendimento fonoterápico com pacientes queimados de cabeça e pescoço no Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, a ser realizado em outubro.

      O coordenador da área de Queimados e Cirurgia Plástica Reparadora do Hospital, o médico Ivan Bertanha declara que este é o único serviço que existe em seu corpo uma fonoaudióloga atuando. A queimadura de cabeça e pescoço apresenta alterações psicológicas que dificulta a fala do indivíduo, e a participação do fonoaudiólogo nesse momento é importante.

      Segundo Bertanha o tratamento do paciente queimado deve ser o mais completo, com atendimento desde o serviço social, fonoaudiologia, nutricionista e outros profissionais, para poder voltar ao convívio social.

      O trabalho da fonoaudióloga, não é só reconhecido pelo médico, mas também pela fisioterapeuta Alessandra Lattuf, que atua conjuntamente com Paula. "Desconhecia o trabalho da fono, só sabia que tratava dos problemas com fala. Hoje há uma troca de experiências entre nossas áreas, que só beneficiam nosso atendimento aos pacientes", explica Alessandra.

      A colega Paula convida os colegas interessados em conhecer melhor seu trabalho, que participem da Jornada de Reabilitação do Ambulatório do Hospital do Tatuapé, que será realizada em outubro. Informações através do fone: (11) 6191-6076 ramal 3237 com nossa colega.

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