Entrevista: Efeitos da Pandemia na aprendizagem

O Crefono 2 conversou com cinco conselheiras sobre os impactos da Pandemia no que diz respeito especificamente à Fonoaudiologia. Nessa página, você confere a entrevista com a a fonoaudióloga Heloisa Macedo (CRFa 2 – 4524) em relação ao tema da aprendizagem

Confira a entrevista com a fonoaudióloga Heloisa Macedo (CRFa 2 – 4524), Mestre pela PUC/SP, Doutora e Pós-Doutora em Neurolinguística pela Unicamp, sobre os efeitos da Pandemia na aprendizagem.

É importante ressaltar que muitos estudos e pesquisas ainda estão sendo realizados, muitos ainda não são conclusivos ou não possuem acordos no campo científico. O objetivo das entrevistas realizadas é compartilhar o que os profissionais têm presenciado na clínica e acompanhado dos estudos já publicados.

Para conferir todas as entrevistas sobre os impactos da Pandemia nas áreas da Fonoaudiologia, acesse aqui.

 

Crefono 2 – Qual a relação entre as dificuldades de aprendizagem e a Pandemia?

A relação tem a ver com a falta de interação. O fundamental no desenvolvimento da linguagem é o outro, e o isolamento social da Pandemia fez com que as crianças deixassem de ter contato com outras crianças e ficassem em um espaço mais restrito. A casa foi transformada, passou a ser também um local de estudo e trabalho, onde tudo acontecia. O modelo familiar foi o único modelo de interação. Ao mesmo tempo, a rotina dos cuidadores em casa não permite ficar o tempo todo presente, em interação com a criança, porque tem as tarefas domésticas e/ou homeoffice. Ficar longe da escola, apesar de correto e necessário nesse período, tem sido bastante complicado para a maior parte das crianças porque reduz os grupos de interação, que é o que faz a maior diferença no processo de aprendizagem e desenvolvimento.

 

Crefono 2 –Como os cuidadores podem lidar com esse efeito da Pandemia nas crianças?

É muito importante que os cuidadores fiquem tranquilos em relação ao desenvolvimento das crianças que é extremamente plástico. Quando os cuidadores se antecipam e acham que a criança tem algum problema, eles passam a olhar essa criança sob a lente desse problema. Por consequência, a criança passa a se perceber neste lugar, sob esse olhar também. É fundamental olhar para criança com um olhar potente sobre o seu desenvolvimento. O que ela não faz não deve ser o centro da atenção da família, mas sim o que ela aprende e desenvolve.

Uma outra questão importante é a alta exposição às telas (TV, celular, tablet, computador). A tela oferece um tipo de comunicação, que não tem interação. As telas não conseguem dar resposta ou problematizar as questões de interação. É muito importante estimular brincadeiras e leituras como atividades que possam ocupar o lugar das telas como entretenimento.

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