Entrevista: Efeitos da Pandemia na saúde mental

O Crefono 2 conversou com cinco conselheiras sobre os impactos da Pandemia no que diz respeito especificamente à Fonoaudiologia. Nessa página, você confere a entrevista com a fonoaudióloga Fernanda Fudissaku (CRFa 2-13927) sobre saúde mental

Confira a entrevista com a fonoaudióloga Fernanda Fudissaku (CRFa 2-13927), Psicanalista e Mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem PUC/SP, sobre o impacto da Pandemia na saúde mental das crianças e adolescentes.

É importante ressaltar que muitos estudos e pesquisas ainda estão sendo realizados, muitos ainda não são conclusivos ou não possuem acordos no campo científico. O objetivo das entrevistas realizadas é compartilhar o que os profissionais têm presenciado na clínica e acompanhado dos estudos já publicados.

Para conferir todas as entrevistas sobre os impactos da Pandemia nas áreas da Fonoaudiologia, acesse aqui.

Crefono 2 – O que você percebeu de mudança no perfil de atendimentos de crianças na rede pública durante a Pandemia?

Houve um aumento da procura de atendimento de crianças que os cuidadores suspeitavam de autismo ou atraso na fala. Ao mesmo tempo, houve uma diminuição da faixa etária das crianças que chegam para serem atendidas. Está cada vez mais comum chegar crianças com menos de 2 anos. Nem sempre há se quer atraso na fala. Mas o fato é que essas crianças passaram todo esse tempo isoladas, apenas em contato com os cuidadores. O que pode ser muito prejudicial, pois foi este o único olhar para as crianças. Sendo assim, tem sido muito comum os pais olharem as crianças através do diagnóstico de autismo, ainda que os profissionais apresentem alternativas a esse diagnóstico.

Crefono 2 – Em relação aos adolescentes, quais têm sido os principais efeitos da Pandemia?

Temos visto na rede pública adolescentes com crises de ansiedade e melancolia. O fato é que eles ocuparam um não-lugar durante a pandemia, quando as atividades e preocupações ficaram mais voltadas para a primeira infância. Suas relações ficaram reduzidas às redes sociais, baseada na imagem e não no desejo do sujeito.  Inclusive, é preciso pensar qual o impacto disso também após Pandemia, a longo prazo.

Em relação aos adolescentes sem acesso à internet e sem o espaço da escola, talvez a única possibilidade para os adolescentes ocuparem espaços saudáveis na sociedade, esse não lugar se torna um abismo.

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