Na sua sexta edição, Fórum traz reflexão sobre a atuação fonoaudiológica no processo de aprendizagem para além do diagnóstico

O Fórum fez um convite a uma mudança no olhar para o processo de aprendizagem.

O Fórum Fonoaudiologia na Educação é promovido pelo Crefono 2 desde 2016, e tem o objetivo de discutir a amplitude do fazer fonoaudiológico no contexto educacional. O evento já foi sediado na capital paulista, Marília, Santos e Ribeirão Preto. 

A sexta edição ocorreu em Diadema, no dia 05 de março, e a sua programação foi pensada a partir da demanda de fonoaudiólogos da região. “Esse evento é resultado de uma conversa que tivemos com algumas das fonoaudiólogas aqui presentes, representando o Serviço no município, em busca de esclarecimentos para as ações que vinham desenvolvendo”, explica Heloisa Macedo (CRFa 2 4524), Presidente da Comissão de Educação do Crefono 2. 

O evento reuniu profissionais e representantes da área da Educação e da Saúde. Para a presidente do Crefono 2, Vera Teixeira (CRFa 2 1458), essa composição é muito positiva. “Ações intersetoriais apontam para a possibilidade do trabalho em rede que propicia um olhar ampliado, tanto para a educação quanto para a saúde de nossa população”, argumenta.

Limites e possibilidades
O evento abordou a interface da Saúde e Educação na prática do fonoaudiólogo em dois aspectos. O primeiro, conduzido pelo Agente Fiscal do Crefono 2, Augusto Cesar (CRFa 2-20035),  versou sobre as respectivas legislações vigentes que normatizam a prática. 

Nesse momento, foram apresentadas as principais dúvidas que chegam à Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) sobre o limite e as potencialidades da atuação do fonoaudiólogo nas escolas. “O fonoaudiólogo auxilia a equipe pedagógica na promoção, aprimoramento e prevenção no que diz respeito à audição, linguagem oral e escrita, motricidade orofacial e voz. O atendimento clínico não é permitido nas escolas”, alerta o Fiscal. 


Mudança do olhar 
O segundo aspecto abordado durante o VI Fórum foi um convite a uma mudança no olhar para além dos diagnósticos sobre o processo de aprendizagem.

 “Como compreender o cotidiano das escolas?” foi a pergunta feita pela Conselheira Fabiana da Costa (CRFa 2 15354), membro da Comissão de Educação do Crefono 2, aos participantes. “É preciso considerar multifatores que levam uma criança a aprender ou a ter dificuldades no processo de aprendizagem”, argumenta. 

 Para a Conselheira, um olhar focado apenas em estabelecer diagnósticos para uma determinada dificuldade de aprendizado perde de vista outros fatores relevantes para entender tal dificuldade e, portanto, para ajudar a superá-la. “Sociedade, família, sujeito, as relações entre os sujeitos, aspectos cognitivos, afetivos, psicológicos, educacionais, sociais. As vulnerabilidades, os potenciais, a diversidade no processo de aprendizagem, o coletivo e o singular são multifatores que devem ser observados antes da certeza de um diagnóstico dado a uma criança em desenvolvimento”, argumenta.

 Para estimular a participação dos presentes, foi apresentado um estudo de caso, no qual os profissionais puderam sinalizar quais questões seriam importantes considerar antes de apontar um diagnóstico.  “Esse olhar para o multifatorial é fundamental para problematizar o olhar clínico patologizante e ajudar a evitar, inclusive, diagnósticos baseados em estigmas e preconceitos”, conclui Lucia Masini (CRFa 2 2462), membro da Comissão de Educação do Crefono 2.

Acesse aqui a Cartilha do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia sobre atuação do Fonoaudiólogo na Educação

 

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