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O
II Fórum de Fonoaudiologia e Saúde Pública A
inserção da Fonoaudiologia no Programa de Saúde
da Família, promovido pela Comissão de Saúde
do CRFa - 2ª Região, com apoio do Comitê de Saúde
Pública da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, ocorreu no
dia 20 de abril, na Casa do Fonoaudiólogo.
Estavam presentes cerca de 40 fonoaudiólogos representando os
municípios de São Paulo, Campinas, Santos, Jundiaí,
São José dos Campos, Ubatuba, Guaratinguetá, Cruzeiro,
São José do Rio Pardo, Santa Rita do Passa Quatro, Fernandópolis,
Piracicaba, Matão e Santo André.
A programação constou de uma apresentação
dos princípios básicos do PSF, pela Fga. Ana Cristina
Nascimento Vaz (ver box), seguida do relato de experiências em
duas realidades diferentes. A Fga. Maria Teresa Pereira Cavalheiro,
representando o município de Mogi Mirim, apresentou a trajetória
da Fonoaudiologia da Especialidade à Atenção
Básica. A Fga. Vera Lúcia Ferreira Mendes falou sobre
a atuação da Fonoaudiologia no Qualis Fundação
Zerbini, no município de São Paulo (Zona Norte).
Em seguida, foram constituídos 4 grupos de trabalho com o intuito
de permitir uma discussão mais detalhada da realidade de cada
um, trocando vivências, ansiedades e expectativas em relação
ao PSF em cada região.
A conclusão dessas discussões apontou para o fato de que
o PSF, atuando em um território definido, possibilita um diagnóstico
mais preciso das necessidades da população, fortalecendo
o vínculo com as famílias e a comunidade e o desenvolvimento
de um trabalho voltado à Promoção de Saúde.
As ações dos fonoaudiólogos que já têm
um olhar voltado à família e ao trabalho em equipe, vem
se somar nesta proposta e, embora não sejam muito diferentes
das realizadas nas UBS Unidades Básicas de Saúde
(trabalho com grupos educativos e terapêuticos, muitas vezes multiprofissionais)
surgem a partir das discussões da equipe e ganham maior abrangência
na medida em que integram-se às diferentes ações
de saúde.
Além das atividades na unidade, o fonoaudiólogo realiza
também ações na comunidade, que vão desde
oficinas e outras atividades em grupo até o atendimento domiciliário,
o que acaba proporcionando o acesso aos pacientes com quadros neurológicos,
que muitas vezes não buscam atendimento nas UBS, por apresentarem
dificuldades de locomoção ou até mesmo por desconhecerem
a nossa atuação.
Neste sentido, faz-se necessária a abertura de uma nova discussão
- a capacitação profissional e acadêmica da categoria,
direcionada também para um perfil generalista, com conhecimento
global do nosso campo de atuação, em políticas
públicas (não partidárias), epidemiologia e experiências
neste tipo de trabalho.
O grupo ressaltou o valor da inserção dos fonoaudiólogos
na capacitação e discussões das equipes de saúde
da família, conselhos gestores e municipais de saúde,
bem como a importância da realização e divulgação
de pesquisas epidemiológicas. Levantou-se, também, a necessidade
de se aprofundar a discussão sobre o papel da fonoaudiologia,
tendo em vista as atribuições da equipe como um todo e
dos agentes comunitários, e questões de bioética.
Ficou estabelecido que os profissionais buscarão caracterizar
a história da atuação fonoaudiológica em
suas regiões, encaminhando o relatório ao Conselho para
dar continuidade ao fórum, no dia 15 de junho.
Participe, entre em contato com o Conselho para compartilhar conosco
sua experiência.
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O
que é o Programa de Saúde da Família
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O
Programa de Saúde da Família, conhecido como
PSF, é uma estratégia do Ministério
da Saúde para mudar o forma atual de atenção
dada à saúde.
Este modelo aproxima os serviços de saúde
da população e não está dirigido
somente para a cura e prevenção de doenças,
mas, sobretudo, tem como objetivo maior o bem estar e a
melhoria da qualidade de vida valorizando o papel dos indivíduos
no cuidado com sua saúde, de sua família e
da comunidade.
A proximidade dos profissionais de saúde com a população
faz com que haja um maior conhecimento das reais necessidades
da comunidade a ser atendida, que, por sua vez, é
convidada a participar de forma ativa na busca de soluções
para os problemas que podem estar afetando a sua saúde.
As Unidades Básicas de Saúde, transformadas
em Unidades de Saúde da Família, com o Programa
implantado de maneira adequada, pretendem alcançar
um índice de solução dos problemas
de saúde em cerca de 85% dos casos.
As atividades são desenvolvidas através do
trabalho em equipe na troca permanente entre os conhecimentos
específicos dos profissionais de saúde e o
saber popular do Agente Comunitário de Saúde
e da população. As equipes são compostas,
no mínimo, por um médico de família,
um enfermeiro, dois auxiliares de enfermagem e 5 ou 6 agentes
comunitários de saúde. Cada equipe se responsabiliza
pelo acompanhamento de cerca de 1000 famílias (2400
a 4500 pessoas) de uma determinada área. O Agente
Comunitário se responsabiliza por 200 famílias
que serão visitadas, no mínimo, uma vez por
mês. As equipes desenvolvem suas atividades nas Unidades,
na comunidade e nas residências, quando este atendimento
for considerado necessário, visando a solução
de problemas da população. O programa prevê
a atuação conjunta de vários setores,
entre eles, educação, saneamento, meio ambiente,
segurança e outras organizações da
própria comunidade, atuando através de projetos
intersetoriais. O PSF já está implantado,
desde 1994, em alguns Estados e em vários municípios
em todo o Brasil, acumulando um rico conjunto de experiências
e contribuindo para dar um salto de qualidade no processo
de desenvolvimento do Sistema Único de Saúde
- SUS.
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Ana
Cristina Nascimento Vaz
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Comissão de Saúde
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