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A FONOAUDIOLOGIA É EXCLUÍDA DOS CONVÊNIOS DE SAÚDE |
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Atuação Fonoaudiológica na Área Educacional |
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O artigo publicado faz parte de uma série de opiniões de fonoaudiólogos, que atuam nessa área e que servirão de subsídios, para contribuir na elaboração do futuro parecer. Assim solicitamos a três fonoaudiólogas, que representam as regiões de Marília, Ribeirão Preto e Santos (cidades em que temos Delegacias do órgão), que relatassem sua opinião sobre o assunto em pauta. |
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As entrevistadas são as fonoaudiólogas: Luciana Tavares Sebastião – docente do Curso de Fonoaudiologia da UNESP/Marília e responsável pela disciplina “Fonoaudiologia Escolar” e pelo estágio supervisionado de “Fonoaudiologia Educacional”, é especialista em Educação em Saúde Pública e mestre em Educação; Karina de Matos Lourenço - especializanda em Voz no CEV – Centro de Estudos da Voz, com atuação em Pré-Escola de Ribeirão Preto; e Laura Maria dos Santos Barbosa – especialista em Linguagem e trabalha na área escolar desde 1995, desenvolvendo projeto voltado para a Educação Infantil na equipe de educadores do Núcleo de Recreação Infantil Tatibitati, em Santos. |
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J.CRFa - Como é o trabalho fonoaudiológico em escolas? O meu trabalho envolve:
Entretanto, acredito que a elaboração de um parecer sobre a atuação do fonoaudiólogo em escolas, deve ser fruto de uma discussão com todos os profissionais que atuam em escolas. Sugiro que o Conselho organize um amplo evento para a discussão de trabalhos que vem sendo desenvolvidos por profissionais de atuam em instituições educacionais e de pesquisas desenvolvidas na área da Fonoaudiologia Escolar. Sugiro também que o parecer sobre a atuação do fonoaudiólogo em escolas seja elaborado com a participação das demais regiões para que não haja
diferenças regionais. É importante também orientar os pais no que se refere à prevenção ou quando um problema é identificado na criança.
Atualmente, graças ao grande desenvolvimento da Fonoaudiologia, ao aumento de profissionais desenvolvendo pesquisas e freqüentando cursos de pós-graduação em áreas como a Educação e Saúde Pública, ao constante processo de reflexão dos profissionais sobre seus diferentes papéis nos diferentes espaços de atuação, pudemos observar uma mudança na atuação do fonoaudiólogo em escolas, privilegiando agora o papel preventivo e educacional da Fonoaudiologia. Acredito que o parecer do Conselho Regional, sobre a atuação do fonoaudiólogo em escolas, bem como sua complementação, publicadas nas edições de números 4 e 6 de 1994, contribuiu grandemente para essa mudança. A expectativa da escola para o atendimento clínico doa alunos no espaço escolar e a dificuldade no encaminhamento doa alunos que precisam de atendimento clínico ainda persistem, mas o fonoaudiólogo encontra respaldo no parecer do Conselho, que diz “o fonoaudiólogo não poderá realizar atendimento clínico nas escolas” para não ter que assumir esse papel curativo na instituição educacional. A proposição das novas diretrizes curriculares em Fonoaudiologia aponta para a necessidades de “uma formação mais abrangente do fonoaudiólogo generalista, que além de atuar em avaliação e terapia fonoaudiológicas, o capacite para atuar em ações preventivas, voltado para o coletivo da população, integrando ensino e pesquisa” (CFFa, 1997). Essas novas diretrizes curriculares demonstram um avanço na formação do fonoaudiólogo, que inicialmente era marcada por um enfoque extremamente técnico do currículo mínimo estabelecido em 1976 e revisto e modificado em 1983. As novas diretrizes curriculares certamente contribuirão para a formação de um profissional preparado para atuar de forma preventiva em instituições educacionais. Karina Lourenço/Ribeirão – O trabalho do fonoaudiólogo antes era mais em relação à prevenção secundária e esta era feita através de triagens. As alterações eram identificadas e os pais orientados. Hoje existe uma preocupação dos fonoaudiólogos em atuar nas escolas como educadores, levando aos professores e pais informações básicas sobre fala, linguagem, audição, voz e escrita, que possam promover um melhor desenvolvimento da criança. Ainda existe grande resistência por parte das escolas do interior em perceber a importância deste trabalho e nem sempre a prevenção pode ocorrer dessa forma, bem ampla. Laura Barbosa/Santos – No início a atuação do fonoaudiólogo em escolas estava vinculada ao modelo clínico que transportou para o meio escolar as mesmas ações e condutas desenvolvidas nos consultórios e clínicas. Esse vínculo inadequado serviu para reforçar a idéia de uma atuação ligada, exclusivamente, a “cura” de alterações. Visto como clínico o fonoaudiólogo escolar assumiu-se como clínico correspondendo às expectativas dos educadores, que assim sentiam-se “amparados”. Neste contexto, a triagem passou a ser um dos procedimentos mais freqüentes nos trabalhos desenvolvidos em escolas. Por algum tempo, o trabalho em escolas restringiu-se a execução de triagens cujo objetivo limitava-se a “procura” de patologias, sem que houvesse qualquer utilização dos dados obtidos para a melhoria das condições de comunicação da comunidade escolar como um todo. Hoje o fonoaudiólogo vem repensando sua função no meio escolar voltando-se para o coletivo, visando a saúde e não mais a doença. O Desafio da Fonoaudiologia escolar é ir além do conceito prevenção que, inevitavelmente, sempre estará associado a formas de agir em função da ocorrência de patologias. Mais do que prevenir é imprescindível promover a saúde comunicativa. |
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R. Dona Germaine Burchard, 331 |
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