Por que o Crefono 2 comemora o dia da alfabetização?

A Fonoaudiologia, por seu compromisso com a linguagem e com a comunicação, luta pela apropriação da escrita pelos sujeitos. E pelo direito aos seus diferentes modos e ritmos de aprender.

A Fonoaudiologia nasceu na interface com a Educação há mais de 50 anos, sob o contexto político de unidade nacional da Era Vargas, em que uma língua forte era sinônimo de uma nação forte. A Fonoaudiologia teria a missão de normatizar a fala das pessoas, sobretudo das crianças em idade escolar. Hoje, certamente, não pensamos mais a alfabetização como pensávamos há cinco décadas.

De lá para cá, muitas foram as transformações sociais e políticas, como também foram muitas as mudanças no fazer fonoaudiológico. Diante disso, qual tem sido o papel da Fonoaudiologia na Educação e o que pensamos sobre a alfabetização? 

Diversos pesquisadores, estudiosos, filósofos e educadores demonstram que a alfabetização proporciona à pessoa a possibilidade de desenvolver um pensamento crítico, uma condição essencial para o efetivo exercício da cidadania. Permite a constituição de um sujeito social pleno, com autonomia para atuar em prol da qualidade de vida, direitos e de suas experiências na coletividade.

 E o que a Fonoaudiologia tem a ver com isso?
Somos uma profissão que lida com a comunicação humana. E vivemos numa sociedade letrada, na qual um cidadão atuante possui a escrita e a leitura como constitutivas de sua vida. Nesse sentido, se a alfabetização é um dos aspectos da constituição do sujeito social pleno, estamos dizendo que, em sua essência, é parte da formação do comunicador. 

Nesse sentido,  a Fonoaudiologia, por seu compromisso com a linguagem e a comunicação, luta pela apropriação da escrita pelos sujeitos. E pelo direito aos seus diferentes modos e ritmos de aprender. Ao contrário de nossas raízes, buscamos, junto aos profissionais da educação, o respeito à diversidade no processo de aprendizagem. 

Apesar da importância da alfabetização para o desenvolvimento dos sujeitos e, portanto, da sociedade brasileira, observarmos que a queda nos índices de alfabetização ocorre a passos lentos. Para se ter uma ideia, o Brasil ainda tem 11,3 milhões de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais, segundo o IBGE. O  número de analfabetos funcionais é ainda maior. 

Nesse contexto, todos nós, profissionais que lidamos com a educação, o acesso e a utilização da informação, precisamos lutar pela universalização da educação e da formalização da aquisição e do desenvolvimento da escrita. Precisamos lutar pela alfabetização. Portanto, nessa data de importância social, gostaríamos de reafirmar o nosso compromisso com o processo de alfabetização e toda singularidade envolvida nesse caminho. Juntos, fonoaudiólogos e profissionais da educação, lutamos para mobilizar as lideranças, sensibilizar a sociedade, fortalecer o cuidado com a criança e qualificar a Educação Infantil.

 

 

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