Série #quemsomos: cobertura fonoaudiológica no estado de São Paulo

A segunda matéria da série baseada em pesquisa do DIEESE sobre a realidade do fonoaudiólogo do estado de São Paulo fala sobre a presença do profissional nos municípios paulistas

De acordo com o estudo do DIEESE, a partir de dados levantados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), houve um aumento, de 2007 a 2017, da presença de fonoaudiólogos em grande parte dos municípios do Estado de São Paulo. Segundo o Departamento, o aumento foi, inclusive, proporcionalmente maior que o crescimento da população. Entretanto, esse aumento ainda é insuficiente para a assistência fonoaudiológica à população.

Em 2007, poucos municípios do estado contavam com mais de 20 profissionais com contratos formalizados. O estudo chama a atenção também para a grande quantidade de municípios onde, segundo a RAIS, não havia registro de fonoaudiólogas(os) atuando. Dez anos depois, é possível notar uma ampliação do número de municípios nas faixas de 5 a 20 empregos e na de mais de 20 empregos formais, assim como o aumento da presença de profissionais pelo território do estado. Esse movimento é principalmente notado nas mesorregiões de São Paulo, de Campinas, de Piracicaba, de Araraquara e de São José do Rio Preto. Dessa forma, segundo o DIEESE, os municípios com maior concentração de profissionais, encontram-se, em 2017, mais disseminados pelo Estado.

No entanto, um olhar sobre os dados da presença de fonoaudiólogos na Atenção Básica, “porta de entrada” dos usuários nos sistemas de saúde, confirma que a cobertura fonoaudiológica, apesar do aumento, ainda é insuficiente para atender à demanda da população paulista. De acordo com o estudo, em 2017, havia apenas um fonoaudiólogo atuando exclusivamente na Atenção Básica” para cada 262.227 habitantes no estado de São Paulo. A desassistência acontece, principalmente, nos pequenos municípios e nas regiões mais carentes, distantes dos grandes centros. 

A Atenção Básica, que deve estar presente em todos os municípios, representava apenas 3,5% dos vínculos de fonoaudiólogos no SUS em 2017, enquanto o restante estava alocado em serviços de média e alta complexidade.

Confira a tabela com o número de vínculos de fonoaudiólogas(os) por município do estado de São Paulo aqui.

 Quer saber mais da realidade do fonoaudiólogo no estado de São Paulo? Acompanhe a série #quemsomos no site do Crefono 2. Na primeira matéria da série, abordamos questões sobre mercado de trabalho. O tema da próxima publicação será sobre a realidade da Fonoaudiologia no SUS. Não perca!

 

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