Série #quemsomos: a Fonoaudiologia no Mercado de Trabalho

Primeira matéria da série baseada em pesquisa do DIEESE sobre a realidade do fonoaudiólogo do estado de São Paulo fala sobre média salarial, jornada de trabalho e vínculos empregatícios

Qual a média salarial do fonoaudiólogo paulista? Quantas horas em média esse profissional trabalha por semana? Qual o porte das empresas que mais empregam fono?

Para responder essas perguntas, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) coletou informações do Ministério do Trabalho, por meio do RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), e analisou o contingente de empregos formais da Fonoaudiologia efetuados por meio da CLT (celetistas),  dos estatutos de servidores públicos (estatutários), bem como  as formas de contrato dos servidores públicos não efetivos e os trabalhadores temporários regidos por legislação específica (Lei nº 6.019/74, Leis Estaduais ou Municipais).  Confira os resultados do estudo.

Salário médio apresenta tendência de crescimento
De acordo com o DIEESE, no período entre 2007 a 2017, a remuneração média mensal do fonoaudiólogo apresentou tendência de crescimento. Apesar do crescimento não ser constante, com queda em 2007 a 2008 e 2014 a 2015, a pesquisa  destaca  que o movimento de queda registrado no ano de 2014 para 2015, por exemplo, deve ser analisado no contexto macro econômico nacional, e não como um movimento específico de desaquecimento do mercado de trabalho da Fonoaudiologia, uma vez que esse fenômeno também foi observado no mercado de trabalho formal global.

Além disso, quando comparada à remuneração de outras categorias profissionais de nível superior referenciadas no Conselho Nacional de Saúde, observa-se que a remuneração média real mensal de fonoaudiólogo do estado de São Paulo é superior à dos fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais; nutricionistas e profissionais da educação física. De acordo com o estudo, o salário médio do fonoaudiólogo paulista, em 2017, foi de R$ 3917.



Outra constatação da pesquisa é que a remuneração média dos fonoaudiólogos paulistas é superior à remuneração média do mercado de trabalho formal no Brasil.

A remuneração mensal de 44,9% da categoria, em 2017, equivalia a mais de R$ 1.874 e até R$ 3.748 no mês (2 a 4 salários mínimos). A faixa que agrega remunerações de mais de 4 e até 7 salários mínimos também reunia proporção significativa dos profissionais: 30,1% do total. Remunerações superiores a 7 salários correspondiam a 10% dos profissionais com vínculos formais.

De 2007 e 2017, houve um aumento da proporção de profissionais com rendimentos na faixa de 2 a 4 salários mínimos, passando de 36,9% para 44,9% no período. A faixa de remuneração acima de 10 salários mínimos caiu de 9,8% para 3,2%.

Jornada de Trabalho: aumenta concentração de jornadas na faixa de 21 a 30 horas semanais  
Entre os anos de 2007 e 2017, não houve importantes alterações na distribuição das jornadas contratuais da categoria, exceto no fato de que houve um aumento da concentração na faixa de 21 a 30 horas semanais. Em 2007, essa jornada de trabalho representava 28,9% e, em 2017, agrupou 34,4% dos fonoaudiólogos. A jornada de 31 a 40 horas semanais representava 25,7% dos fonoaudiólogos em 2017.




Crescimento do número de postos de trabalho
Segundo os dados da RAIS, em 2017, foram registrados 4.418 postos de trabalho formais de Fonoaudiologia no estado de São Paulo. Isso significa que, por aproximação, cerca de 34% dos profissionais com registro ativo no Crefono 2 estavam no mercado de trabalho formal.

Os dados relevam também um aumento gradual dos postos de trabalho de 2007 a 2017. Houve um crescimento de 61,7% no período, passando de 2.733, em 2007, para 4.418 vínculos em 2017. Observa-se, ainda, que a maior proporção de fonoaudiólogos com vínculo formal no Brasil está localizada no estado de São Paulo.

No que se refere ao vínculo empregatício no mercado formal, a maior parte é vinculada por contrato de trabalho regido pela CLT. Em 2017, aproximadamente 72% dos postos de trabalho registrados na RAIS caracterizavam-se como celetistas, sendo a quase totalidade por prazo indeterminado; e pouco mais de um quarto (26,4%), como servidores públicos.

Em relação ao porte dos estabelecimentos empregadores, a maior parte dos vínculos formais estão registrados em estabelecimentos de grande porte, sendo 59,8% em estabelecimentos com 250 ou mais empregados; e 8,4%, nos de 100 a 249 empregados. Os estabelecimentos de médio porte (de 10 a 99 empregados) representam cerca de 15% do total de vínculos. Os de pequeno porte (de 1 a 9 empregados) são responsáveis por 10,5% dos postos de trabalho.


Quer saber mais sobre a pesquisa? Na próxima matéria da série #quemsomos, vamos falar sobre a cobertura do serviço fonoaudiológico no estado de São Paulo. Acompanhe a série aqui no site do Crefono 2!

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