Com ação no CEU Campo Limpo, Crefono 2 participa pela primeira vez da Semana Mundial em prol da educação

Defender a educação e discutir o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE) foram os objetivos do Crefono 2 ao participar pela primeira vez da Semana de Ação Mundial (SAM)

Defender a educação e discutir o cumprimento dos compromissos firmados pelo Estado brasileiro em 2014 com a instituição do Plano Nacional de Educação (PNE) foram os objetivos do Crefono 2 ao participar pela primeira vez da Semana de Ação Mundial (SAM). Como parte das iniciativas que aconteceram em todo o mundo entre 02 e 09 de junho, o Conselho fez uma parceria com o CEU Campo Limpo e realizou uma discussão com os educadores do Centro Educacional, no dia 8 de junho, sobre as metas 4 e 5 do PNE. 


A presidente do Crefono 2, Vera Teixeira, abriu a roda de conversa destacando a satisfação do Conselho de discutir com os educadores a interface entre saúde e educação, inclusive resgatando que essa relação foi fundamental para a origem da própria Fonoaudiologia. "Esse espaço, portanto, é para nós privilegiado. Essa aproximação traz contribuições tanto para Fonoaudiologia quanto para os educadores e, principalmente, para a educação brasileira", argumenta. 

“Escolhemos as metas 4 e 5 para discutirmos nesse encontro, entre as 20 que devem ser cumpridas pelo estado brasileiro até 2024, justamente porque são metas que colocam em maior evidência a interface entre Saúde e Educação”, complementa Heloisa Macedo, Presidente da Comissão de Educação do Crefono 2 e facilitadora da discussão. 

As metas 4 e 5 falam, respectivamente, sobre a Educação Inclusiva no ensino regular e Alfabetização. Durante o bate papo, foram levantadas importantes questões para que a implementação das metas seja viável. 

Para que se efetive a inclusão de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, foi destacada a necessidade do suporte de toda Rede de Atenção Básica e a importância do trabalho interdisciplinar/intersetorial, envolvendo a parceria entre os profissionais da saúde e da educação. A formação dos professores, voltada para um olhar sobre a subjetividade das crianças, também foi levantada como uma condição para se efetivar o processo de inclusão e o respeito às diferenças e necessidades de cada indivíduo. 

A meta 5, por sua vez, foi problematizada ao estabelecer um prazo máximo para alfabetização, desconsiderando que essa rigidez pode engessar os professores no que diz respeito às características e potencialidades de aprendizagem de cada criança. Ao mesmo tempo, a superlotação das salas de aula foi amplamente sinalizada como um obstáculo para o efetivo processo de alfabetização. 

 Em razão da riqueza do debate e da troca de experiência, a Conselheira Heloísa Macedo sugeriu que os educadores do CEU Campo Limpo escrevessem um documento de análise do PNE e enviassem à Campanha Nacional pelo Direito à Educação que coordena a SAM. Destacou ainda a importância de participarem das instâncias de controle social, como os Fóruns e Conselhos de Educação. “Precisamos fazer a nossa parte e enviar contribuições que reflitam diretamente a realidade das escolas e dos sujeitos inseridos na Educação”, argumenta. 

Além da conversa com os professores, o Crefono 2 realizou com a comunidade local oficinas de Lambe Lambe (fotografias que foram impressas e fixadas em uma parede do centro educacional, sendo a inclusão o tema disparador das capturas fotográficas); barangandão (brinquedo feito com papel crepom, jornal e barbante) e de fantoches. “As oficinas ministradas por conselheiros foram iniciativas para exemplificar, na prática, qual Educação nós defendemos. Para o 12º Colegiado, o lúdico é fundamental para o aprendizado e a inclusão”, conclui a presidente da Comissão de Educação do Crefono 2.

 

 

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