Conselho Regional de Fonoaudiologia

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Conselho promove evento para discutir interface da Fonoaudiologia com a Educação

No dia 21 de outubro, na PUC Perdizes, fonoaudiólogos, pedagogos e outros profissionais se reuniram na VII Mostra e no III Fórum de Fonoaudiologia na Educação para discutir os encontros e desencontros na interface entre esses dois campos.

Antes de iniciar a Mostra, na parte da manhã, a Presidente do Conselho de Fonoaudiologia de São Paulo, Marcia Mendes, inaugura o evento destacando o seu objetivo de ter os fonoaudiólogos cada vez mais ao lado do Conselho. “Ao promovermos esses eventos e debates, o 11º Colegiado visa aumentar a interação e a troca entre o Conselho e os profissionais e, assim, fortalecer a profissão”, argumenta.

Ao lado da Presidente, na mesa de abertura, estiveram presentes Jason Gomes, Presidente da Comissão de Educação do CRFa 2ª Região/SP e a fonoaudióloga Maria Lúcia Masini, representando o Curso de Fonoaudiologia da PUC/SP. Para Jason, o evento que antes era voltado para a intervenção fonoaudiológica na linguagem escrita, ganhou mais amplitude ao abordar as diferentes possibilidades de atuação. “Nessa edição, queremos aprofundar as várias interfaces de atuação e pensar, refletir e compreender de forma mais aprofundada  sobre como a Fonoaudiologia, em conjunto com outros profissionais, pode contribuir nas escolas”, afirma.

A Mostra contou com a apresentação oral de quatro trabalhos e 10 pôsteres exibidos no auditório, selecionados por uma comissão externa ao Conselho. “Na Mostra, buscamos compartilhar experiências concretas das ações dos fonoaudiólogos na Educação, e o número de inscritos mostra como essa especialidade da Fono tem crescido e se desenvolvido no último período”, afirma Vera Teixeira, Diretora do Conselho.

A diversidade de temáticas foi uma característica da Mostra: uma pesquisa sobre o conhecimento dos profissionais da educação a respeito da Fonoaudiologia Educacional; um relato de experiência sobre surdez, implante coclear e formação de professores; uma experiência do ouvir para transformar realizada em uma escola promotora de saúde; e uma discussão do apoio matricial fonoaudiológico como potencializador das ações na escola foram as experiências compartilhadas oralmente com o público participante. “Essa diversidade também apareceu nos pôsteres, evidenciando o quanto esta área da Fonoaudiologia tem a contribuir com o cenário educacional de nosso país”, afirma Vera.

Fórum reúne diferentes especialistas que atuam na Educação
Na parte da tarde, o III Fórum deu continuidade ao debate trazendo especialistas da Educação em diálogo com a Fonoaudiologia para refletir sobre a atualidade e os rumos dessa interface. Para discutir “Fonoaudiologia na Educação: encontros e desencontros com as áreas fronteiriças”, estiveram presentes na mesa Profa. Dra. Anete Maria Busin, Pedagoga e Psicóloga; Juliana de Oliveira, Psicóloga especialista em Neuropsicologia e Profa. Dra. Maria Lucia Masini, Fonoaudióloga e Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem.

De acordo com Anete Maria, essa interface é fundamental para construir uma escola acolhedora que ajude crianças e jovens. Ao mesmo tempo, a psicóloga Juliana, destacou que sua área procura identificar como o cérebro aprendiz funciona, com o objetivo de levantar hipóteses, captar indícios que possam modificar a “desordem” cerebral e orientar um trabalho em torno das dificuldades de aprendizagem. “É muito importante que essa interface não perca de vista que a aprendizagem envolve o tipo de escola, as disciplinas, condições materiais, enfim, fatores externos que podem dificultar o aprendizado”, complementa. Lúcia Masini abordou a reflexão sobre uma perspectiva cultural e histórica da aprendizagem. “A Fonoaudiologia não pode se furtar de falar em desigualdades sociais, porque a linguagem não se separa da vida. Educação é língua e língua é vida. Só se pode falar da língua, da linguagem, das diferentes formas de comunicação de um sujeito, ao inserir essa língua, esse sujeito, em sua história de vida”, argumenta.

Para Heloísa Macedo, Diretora do Conselho, o debate evidenciou a importância de aprofundar e compreender melhor os limites de atuação de cada profissão fronteiriça na escola. “O debate foi bastante rico e inicial. Pretendemos aprofundá-lo em novos fóruns em 2018”, promete.

Confira a galeria de fotos do evento aqui.