Conselho Regional de Fonoaudiologia

Pular para o conte?do.


Campanha do idoso - Sistema de Conselhos Federal e Regional de Fonoaudiologia

campanha-envelhecimento-ativo-2012-youtube

video-dani-suzuki-saude-o-seio-da-questao-2012-youtube

No dia 1º de outubro comemora-se o “Dia Internacional do Idoso”, data em que a sociedade volta-se para a temática e sensibiliza-se para as questões relativas ao envelhecimento. Os desafios são muitos, mas também há avanços em todas as áreas, dentre elas a Fonoaudiologia, visando um envelhecimento ativo, definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança de forma a promover qualidade de vida à medida que se envelhece”.

O papel do fonoaudiólogo, enquanto profissional da saúde, transcende a avaliação, diagnóstico e habilitação/reabilitação das alterações de audição, linguagem, motricidade oral/disfagia e voz, uma vez que a comunicação humana, objeto de ação da Fonoaudiologia, é fundamental para garantir a participação social desta população.

Descreveremos, de forma resumida e simplificada, as contribuições da Fonoaudiologia para um envelhecimento ativo, considerando-se as diversas especialidades da área:

Audiologia: A perda auditiva devido à idade, apontada como a principal causa de deficiência auditiva nos idosos, atinge cerca de 30% da população com mais de 65 anos de idade. Quanto maior a perda auditiva, maior é seu impacto na vida do idoso, podendo trazer conseqüências para seu bem-estar psicológico e qualidade de vida. A indicação de dispositivos eletrônicos de amplificação sonora (aparelhos auditivos) e a reabilitação auditiva contribuem para a melhora da percepção dos sons da fala e do ambiente, promovendo a melhora da comunicação e consequentemente da qualidade de vida.

Linguagem: A linguagem é uma função mental superior, serve de veículo para a comunicação e no idoso poderá ser afetada por doenças como Parkinson, Alzheimer, AVC (derrame), entre outras, levando a prejuízos na interação social de graus variáveis. Realizar palavras cruzadas, participar de jogos e desafios, realizar leituras frequentes, aprender uma língua são atividades que interferem positivamente na linguagem do idoso. Para os casos de dificuldades de linguagem instaladas, o fonoaudiólogo é indispensável no processo de reabilitação.

Motricidade Oral/Disfagia: No processo de envelhecimento, há diminuição de movimentação de toda a musculatura orofacial utilizada na fala, na expressão de sentimentos por meio de gestos faciais e na deglutição. Os idosos apresentam maior propensão a disfagia (nome dado à dificuldade de deglutição), ou a episódios de engasgos frequentes, que também caracterizam a disfagia, que poderá interferir diretamente em sua saúde física e nutricional. Além disso, não podemos desconsiderar que a alimentação está presente em muitas situações sociais e dificuldades nesta área poderão privar o idoso de participar de festas ou de almoços em família. O fonoaudiólogo previne e trata a disfagia, evitando internações hospitalares por broncoaspiração de alimentos e garantindo melhor qualidade de vida.

Voz: Assim como o corpo, a voz também passa por um processo de envelhecimento, denominado presbifonia. A Fonoaudiologia poderá contribuir para a manutenção da qualidade de voz da pessoa idosa, tornando-a mais forte, clara e inteligível, o que favorece os contatos e interação social do idoso.

Saúde Coletiva: No que se refere à saúde da pessoa idosa no Brasil, a proposta é a construção de redes de cuidado e práticas intersetoriais específicas para esta população, com vista ao envelhecimento saudável e ativo. Busca-se estimular a qualidade de vida, incentivar programas de atividades físicas, atividades em grupo, criação de bairros e cidades “amigas do idoso”, com ações voltadas para aspectos como transporte, moradia, espaços públicos acessíveis e estabelecimentos de saúde específicos.

Comissão de Saúde do Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região/SP